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domingo, 11 de abril de 2010

domingo, 28 de febrero de 2010

El origen de "El increíble Springer"

(foto: "Jewish giant", de Diane Arbus)

Algunas cosas se sumaron con los días. Primero fue la crítica de "El increíble Springer" hecha por Elvio E. Gandolfo para El País Cultural del viernes pasado.
Después, al otro día, mientras conversábamos en el Kennedy, mi padre reflotó su idea, más o menos fija de unas semanas hasta ahora, de tener un blog en el que publicar los textos que ha estado escribiendo y acumulando desde hace varios años. Su intención sobre todo es que sus otros hijos, que viven en el exterior, tengan a disposición lo que escribe. Así que nos pusimos a discutir cómo sería el blog, qué imagen colocarle, etc. Hasta que llegó el momento de pensar en el texto inaugural. Anoche, después de cenar en su casa, mi padre pensó un par de minutos y me dijo que quería que el primer texto publicado fuera "Amigo".
Como muchos familiares y amigos y conocidos saben, "El increíble Springer" es en realidad una variación de un relato que mi padre escribió sobre algo que le ocurrió en su infancia, y que tiene que ver con la relación que mantuvo con un niño bastante particular del barrio La Pastora, de Punta del Este. Desde hace muchos años yo sentí una admiración bastante fuerte por esa parte de la historia de su vida. Hasta que un día junté coraje y le dije a mi padre que yo quería escribir algo basado en su texto y en las cosas que me había dicho directamente sobre ese episodio. Lo que pasó a partir de allí no tiene mucha relevancia ahora, salvo que a mi padre le encanta decirle a algún desprevenido que va a iniciar acciones legales contra mí. Después se ríe y sacude la cabeza, como hace siempre.
Parte de lo que ahora importa, por ejemplo, es que hace un par de horas, mientras transcribía "Amigo" (que es así como se llama el relato) para colgarlo a los pocos minutos en su blog, no pude dejar de emocionarme profundamente, hasta las mismas lágrimas, recreándome para mí solo una vez más la imagen difusa y recortada de mi padre siendo niño, atravesando un paisaje en algunos casos también común al de mi infancia. Una historia se cerraba. Otra parte comenzaba. Cosas por el estilo.

"Amigo" comienza diciendo así:

"
Cada vez que febrero viene llovedor y con tormentas eléctricas llegan a mi memoria como un rayo recuerdos y nostalgias de un pasado lejano. Después de deambular por varias escuelas por motivos de domicilio, ingreso en el año ‘60 en la escuela que me trae los recuerdos más fuertes de mi infancia. No era muy bueno en los estudios, pero sobresalía en la parte deportiva. Me daba cierta ventaja frente a mis compañeros a la hora de las evaluaciones.
A los pocos días conocí a un “chico” que me impactó no sólo por su personalidad, muy superior a la de todos nosotros, sino por su problema físico, que lo aislaba de los demás. (...)"

Para seguir leyendo, hacer click aquí.

viernes, 30 de octubre de 2009

O incrível Springer

Noticias:
El sábado 7 de noviembre estaré en Brasil presentando mi libro "El increíble Springer", más precisamente en la Feria del Libro de Pelotas (Rio Grande do Sul). Para tal ocasión le pedí a Ignacio Fernández de Palleja una traducción de uno de los pasajes del cuento que da título al libro. No sólo lo hizo, sino que además trabajó en tiempo récord y con un cariño y una dedicación que me han conmovido; sobre todo, y aun más, observando el resultado final. Así que estás líneas que podrán leer a continuación van a ser leídas frente al público brasilero con mi pobre fonética en portugués pero con toda mi alegría de poder compartir una de mis historias con personas que, de no ser por la Literatura, no habría podido conocer jamás.
Muchísimas gracias, Ignacio, por tu delicadeza y pasión.



(...)
A cabeçada tinha me custado caro. A lingueta da bola, que soltara-se, arrancou-me a sobrancelha esquerda inteira e em poucos dias a ferida infectou-se. Estive quase duas semanas na cama, a maior parte do tempo em delírios de febre. Uma manhã, quando já estava quase recuperado, bateram a porta. Eu estava ainda na minha cama, mas tinham levado-a ao quarto da parte de diante da casa, que era cozinha, sala se jantar e sala de visitas, tudo junto. Minha mãe saiu a falar com alguém e deixou a porta aberta; então pude ver estacionado na calçada o Saab dos Springer. Depois Gastón atravessou o quarto até chegar à cama. Na parte alta, quase na união da parede com o teto, tinha uma janela pequena que servia para que desse lado entrasse a luz do sol no inverno. Tinha manhãs em que formava-se um tubo de luz brilhante e amarelada, e isso aconteceu nessa manhã em que Gastón foi me ver. Parecia a imagem dum quadro de igreja. A luz caia na sua cabeça e as formas do rosto apagavam-se, deixando visíveis apenas pontos cinzentos e inexpressivos do olhar. Era quase uma das visões dos meus dias de febre. Mas tudo isso mudou quando se aproximou um pouco mais. Na contraluz, reconheci lentamente uma pequena mancha-roxa no pômulo esquerdo. Gastón escondia esse lado do rosto, me olhava de lado e perguntava se estava melhor. Logo começou a sorrir, como dando por feito o que iria acontecer uns dias depois. Tinha coisas que não mudavam, e essa era uma delas.
Ferreira... O assunto era com ele.
Era novo na escola. O pai chegara de Montevidéu y abrira um posto de aluguel de bicicletas com oficina mecânica num dos caminhos que saiam rumo a Maldonado. No primeiro verão ganhou bastante dinheiro e comprou uma moto BMW em segunda mão com que ia procurar o filho na saída da escola. No começo aquilo era um furo. Muitos não voltavam às suas casas até que o pai não levava Ferreira. De repente ouvia-se do lado do porto uma sinfonia de explosões e a gente via o homem subindo a rua na moto. Era uma coisa esquisita, um monte de carne que se espalhava a ambos os lados do tanque, uns óculos gigantescos acima de um lenço interminável que rodeava o pescoço e quase toda a cara do homem. Seu filho, mal escutava de longe o barulho do motor, afastava-se do portão onde ficava apoiado sem falar com ninguém e atravessava a calçada olhando um pouco para cima, como se os olhares dos outros fossem grudar no seu rosto e ele tivesse que deixar a cabeça assim de reta para que eles pudessem escorregar-se e cair na rua antes que ele subisse. No encontro do pai e o filho produzia-se um fenômeno mais esquisito ainda. O homem rebolava os ombros e ajeitava-se na moto como se aquilo fosse uma cerimônia. Eram dois seres idênticos. Talvez o filho fosse um pouco menos gordo em proporção, mas seus olhos verdes e sinistros pareciam ter sido feitos na mesma oficina clandestina que os do seu pai. De certo jeito, quando o homem pegava essa atitude cerimoniosa no instante em que seu filho de ajeitava na parte de trás, parecia que estivesse levando por trás uma parte de si mesmo que deixara emprestada na escola quem sabe por que motivos. Passaram os dias e muitos sentiram-se intrigados por Ferreira e viraram seus amigos; outros, porém, entre os que estávamos Springer e eu, não tínhamos nenhum tipo de sentimento por ele que não fosse nojo. Diziam-se muitas coisas sobre Ferreira e seu filho. Uns diziam que o homem saíra pouco tempo atrás duma cadeia em Montevidéu por ter assassinado sua mulher depois de achá-la na cama com outro cara. Mas para outros a mulher fora obrigada a suicidar-se. A verdade era que o menino quase não tinha se criado com ele, e que de uns tempos para cá, até que seu pai reapareceu na vida pública, tinham tomado conta dele num lar especial. Isso talvez explicava por que apareceram do nada num verão e tentaram, principalmente o pai, obter reconhecimento na zona: possivelmente um jeito de que todos se concentrassem no presente. Se alguém pedia uma ajuda ao Ferreira, mesmo que fosse na madrugada e sob uma tormenta horrível, lá ia ele com a mesma tranqüilidade que tinha para fazer qualquer coisa que fizesse na manhã logo depois de levantar-se da cama. Quando cumprimentavam-no pela ajuda, sorria fechando um pouco os olhos, como se tudo fosse uma piada que nesse momento se dispusesse a explicar. Isso era uma coisa que muitos não gostavam mesmo.
Ferreira, o filho, era um ano mais velho do que nós, e estava no sexto grau. Ao tempo que eu estava na minha cama me recuperando da infecção, fez impossível a vida do Gastón nos recreios, dia após dia. Gastón nunca podia ter se defendido. Imagino Ferreira tensando seus músculos preparando-se para brigar, e Gastón encolhendo os ombros como se pudesse esconder a cabeça ali e sumir totalmente. Cada vez, para poupá-lo da surra, Ferreira exigia algo de grana, cualquer moeda que tivesse nos bolsos. Até que um dia Gastón percebeu que não tinha nada de grana e Ferreira não acreditou. Os amigos de Ferreira, na verdade quatro ou cinco desgraçados que queriam num dia remoto ser levados na BMW, fizeram um círculo deixando no centro seu líder e meu amigo. Foi um soco só, talvez mais macio do que Ferreira teria podido bater, mas suficiente para que Gastón caísse de costas e sofresse um corte na cabeça.
Parece que, ao outro dia, Springer e sua mulher acreditaram na versão da professora. Gastón corria pelo pátio, tropeçou com Ferreira e caiu. E Gastão não teve coragem para contradizer isso. Mas eu contei pro meu pai o que tinha acontecido de verdade. Primeiro riu e sacudiu a cabeça com o mesmo gesto de sempre que tinha para as coisas que ele não achava totalmente importantes ou perigosas.
-O que vocês tem de fazer –disse depois -é pegar esse gordinho e levar ele na floresta... onde não tenha ninguém, ninguém... Ali não vai mais se fazer de brabo porque não vai ter ninguém que olhe nele. Te planta na frente dele e vai de homem pra homem, um contra um... Com certeza ele se caga...
Essas palavras me deixaram eufórico.
Na escola, na segunda-feira seguinte, depois que a professora e os meus colegas me dessem as boas-vindas, e quando fazíamos um exercício, rasguei uma folha dum caderno sem fazer barulho e escrevi com letras grandes: TE FAZ DE MACHO COMIGO AGORA, GORDO CAGÃO. TE ESPERO NO BALDIO LA PASTORA. Quando chegou a hora do recreio chamei uma colega que era irmã de um dos amigos de Ferreira e lhe dei o papel.
-Fala pra ele que dé pro gordo....
A menina correu e dois ou três minutos depois voltou com outro papel, que dizia: TU VAI VE VIADO.
Eu juro.
E assim foram as coisas. Duas horas depois saíamos da escola e caminhávamos até o baldio de La Pastora, muito perto do campo de futebol. De um lado estávamos apenas Gastón e eu. Do outro lado estavam Ferreira, o irmão da minha colega e mais três. Tinha ainda outros guris e gurias, mas estavam parados distantes, como se não decidissem a ir embora logo, chamar algum adulto ou entrar na encrenca. Porém, era difícil que nos vissem desde a rua. O baldio estava quase fechado por um muro que alguém construira com uma intenção já perdida no tempo. Atrás sempre tinha grama cuidada, galhos podados, garrafas de leite cheias de mofo e roupa velha. Ferreira começou a caminhar e encostou-se ao muro. Os que estavam com ele fizeram o mesmo. Gastón e eu ficamos a uns dez metros, talvez menos. De improviso, do lado do caminho, retumbou o motor da BMW. O pai voltava só a sua casa, fazendo-se perguntas ou mastigando xingamentos por causa do filho ausente. Mas o filho ajeitava-se encostado no muro, evitando qualquer movimento que fizesse sentir aos outros o peso de uma possibilidade longínqua.
-Só vocês? –perguntou de repente levantando a cabeça-. Vejam que somos cinco... Vamos dar uma baita surra em vocês.
Então lembrei da frase do meu pai, palavra por palavra.
-Quem te chamou pra briga fui eu, e falei pra tu mesmo... E cá não quero... Vamos pra floresta, de homem pra homem...
Ferreira fez um gesto como de disgosto e levantou-se pegando impulso no muro.
-Vamo, então... –disse.
Apartei-me de Gastón e segui-lo de perto. Uns metros depois começava uma encosta de areia pela qual se ia à floresta. Do outro lado estavão os pinheiros e a luz do entardecer batia contra os primeiros troncos fazendo-los avermelhados. Nos fundos estava tudo escuro. Parecia que dia já tivesse acabado naquele local. Quando cheguei ao ponto mais alto da encosta com o olhar fixo nas costas e os ombros de Ferreira que sacodiam-se a um lado e outro pelo trabalho de caminhar na areia irregular, me virei e fitei Gastón. Estava parado numa ponta do muro com as mãos nos bolsos. Não conseguia perceber totalmente qué cara ele tinha, via-o de cima demais e a franja escondia-lhe os olhos. Os outros estavam muito perto, ficaram sentados falando entre eles.
Então apressei-me a baixar pela encosta porque Ferreira ia bastante adiantado. A floresta fechava-se vinte metros adiante, os pinheiros arquejavam-se uns sobre os outros nas copas e a luz virava esquisita. Eu me aproximava mais e mais do Ferreira e via-o com as mãos soltas aos lados, balançando-se com nervosismo.
-Então? Aqui tu gosta, bicha?
Não respondi. Achei que não era preciso. Só esperava o momento em que produzia-se um piscar de olhos e já estávamos os dois segurados um do outro. Esperava essa sensação em que tudo ficava preto e as coisas aconteciam como em um sonho ou um filme acelerado e as coisas aconteciam na maior velocidade com pessoas que paravam ali a cada instante. Mas não acontecia. Ferreira levantou os punhos e avançou. Consegui evitar o primeiro soco e acertar um meio fraco na orelha, mas com o segundo não tive a mesma sorte. Bateu-me em cheio no estômago. E quando contorci-me procurando com uma mão o local do murro, nesse segundo ou menos em que esquecia Ferreira para concentrar-me na minha dor, chegou o terceiro soco, de baixo para cima e direta entre os dentes e o nariz. Caí de costas e logo Ferreira aproveitou para dar duas pegadas rápidas e sentar em cima de mim. Sentia um líquido morno que baixava-me entre os dentes e que não podia engolir, mas em momento algum acreditei que aquilo fosse meu sangue.
-Então, veado? Quem é o macho agora?...
Botou um dedo atrás de cada orelha, onde nasce a queixada, e começou a afundá-los até que, lentamente, ouvi-me gritando e pedindo perdão. E então sim, tudo escureceu-se como acontecia antes das outras brigas.
Isso foi uma parte de tudo o que nos aconteceu com Ferreira. O restante vem mais adiante, um ano depois. Claro que na época Gastón já vai ser definitivamente o incrível Springer.

viernes, 23 de octubre de 2009

Presentación de "El increíble Springer" en Montevideo

Este jueves 5 de noviembre: presentación de "El increíble Springer" en Montevideo.
Librería El Virrey (21 de setiembre 2798 esq. Coronel Mora, Pocitos)
Los espero.
Un abrazo grande.

miércoles, 16 de setiembre de 2009

¡Agarrate, Berocay!


Atendiendo a las necesidades que te exige el mercado editorial, estoy cambiando la orientación de mi obra, y así, dándome cuenta de qué era lo que más rendía, saqué en estos días la versión 2.0 de "El increíble Springer". Por suerte hubo una página en la que alguien no dejó pasar la novedad. Así que lo saludo desde tartatextual como un periodista atento. Cuando los demás están por comentar "El increíble Springer" en su primera versión, hay quienes están en la vanguardia:

El increíble Springer
Autor: Damián González Bertolino

PREMIO NACIONAL DE NARRATIVA, 1 premio por “construir historias sobre los conflictos y las contradicciones sociales que se establecen, en un enclave balneario de la costa uruguaya, entre los lugareños y los visitantes”. Un clásico de la literatura para niños. Veinte relatos que, más que una sucesión de historias, son una recreación poética por encima de los cambios vertiginosos de nuestra época.

viernes, 7 de agosto de 2009

Cosas que te pasan si te ganás un premio (y más si a los días salís en la tele local)

1 (En el liceo):
Una alumna me dice: Profe, no se vaya a ofender... Pero mi tía me mandó preguntarle si tenía novia.

2 (En el almacén, ante varios vecinos más, luego de una entrada súbita a la mañana siguiente de aparecer en la tele):
Palabras de una vecina (medio alto): ¿Pero ese libro lo escribiste vos solo así todo?

3 (Otra vez en el liceo):
Una alumna: Profe, en mi casa, cuando usted apareció en la tele, todos empezamos a aplaudir.

4 (En la bicicletería del barrio, dejando mi bicicleta por un pinchazo en la rueda delantera):
Bicicletero (cuando estoy abandonado el taller y me tiene dándole ya la espalda): ¡Te vi en la tele!... ¡Así-que-ahora-so-escritor-vo-andá!
Yo: ¡Ah!
Bicicletero: ¿Y de qué es el libro ese?
Entonces le cuento muy por arriba dos o tres aspectos de "Threesomes", y para rematarla agrego que son historias sobre gente común y corriente.
Bicicletero: Ta bien, eso... A lo sencillo, nomá... Mi mujer, no sabés, lee como loca... Pasa leyendo los libros de Coelho... ¡Ah, no! Pero te juro que cuando me empieza a salir con lo de los ángeles me dan ganas de irme a la mierda pa'l bar, te juro...

PD: Las preguntas en la entrevista televisiva fueron las siguientes:
1- Bueno, me imagino que una emoción muy grande por el premio...
2- Contanos quién es el increíble Springer.
3- ¿Qué sentiste cuando recibiste el premio?


viernes, 31 de julio de 2009

El increíble Springer



Estoy seguro de que fue en el verano del '57 cuando Gastón Springer se transformó en el increíble Springer.
Por ese entonces Punta del Este era un lugar muy distinto del que es ahora. Yo tenía doce años, y para ese verano ya había salido de la escuela y me sentía el dueño incuestionable de todo lo que me rodeaba. El espacio donde las olas rompían y se deshacían en la orilla, los médanos, los montes de pinos, los caminos viejos de pedregullo invadidos por las ramas y con hormigueros enormes y viejos a uno y otro lado; todo eso era mío. Y nadie alrededor. No había nadie que se parara y que apuntara con un dedo hacia una parte y después a otra y me dijera que todo eso le pertenecía. No. Yo andaba y andaba y en ningún momento nadie se me venía encima para obligarme a irme.

(...)

(disponible en su librería amiga)

viernes, 3 de julio de 2009

Ta, ta, ta, ta, ta, ta, ta...


La idea comenzó con un post en el que Pedro Peña establecía ciertas analogías (que estarán por comprobarse, de todos modos) entre la manera de narrar y la forma de jugar al fútbol. Días después, charlando por messenger con Ignacio Fernández, se nos vino la idea de que una buena manera de reencontrarnos, para algunos, y de vernos por primera vez, para otros, sería la de jugar un partido de fútbol 5 en la ciudad de Minas el mismo día de la premiación del Premio Nacional de Narrativa. Ese fue el inicio, digamos... Con el correr de las horas me puse a sondear las distintas posibilidades de asistencia al partido. Y resultó que muchos podían jugarlo. Algunos días más tarde, Valentín comentó el asunto en Banda Oriental y a Heber Raviolo lo entusiasmó de tal manera que no sólo quiere ser espectador del match entre escritores, sino que ofreció que la editorial lo auspiciara. Y en esas estamos... Lo cierto es que Banda Oriental puso ciertas condiciones. Primero: que el partido se juegue de mañana para que más tarde haya un almuerzo de camaradería. Segundo: que el encuentro sea entre San José y Maldonado. Esto último, sobre todo, encauzó de forma más o menos indiscutible las alineaciones. Pero como cada equipo no llega a completar con naturales de cada departamento, se hizo la excepción de permitir jugadores "extranjeros".
Acá van las alineaciones:

MALDONADO: Ignacio di Tullio (invitado desde Buenos Aires), Ignacio Fernández de Palleja, Damián González Bertolino, Alfonso Larrea y Valentín Trujillo.

SAN JOSÉ: Leonardo Cabrera, Leonardo de León (invitado desde Minas), Gastón (apellido a confirmar), Pedro Peña y Rodolfo Santullo (invitado desde Montevideo).
Veedor del partido: Martín Bentancor (representante de la liga de árbitros de fútbol-cinco de Los Cerrillos)

(Nota: la imagen de ilustración de este texto es obra de Leonardo Cabrera, y fue pensada en un momento para la tapa de "El increíble Springer". En ella se puede ver, además, la alineación de un equipo en particular: La Barra, categoría 9 años, de 1962. La fotografía tiene un aspecto emotivo para mí, porque en ella se ve a mi padre, que es el tercero de derecha a izquierda, mirando a un niño un poco separado del resto. Esto tiene que ver con el hecho de que el cuento "El increíble Springer" está, justamente, dedicado a mi padre, por cosas que los lectores del mismo ya sabrán o calcularán)


domingo, 21 de junio de 2009

La calle hacia el mar


El viernes pasado salimos a andar en bicicleta con un amigo y pasamos por la calle Juan José Morosoli, que atraviesa Rincón del Indio y desemboca en la rambla de la playa Brava, más o menos en la parada 26. Verla y empezar a sacarnos fotos fue cosa de un segundo. Después, sin embargo, empecé a pensar en la delicadeza de la ubicación de esta calle, quizás (ojalá que no) desatendida por quienes manejaron en aquel momento la nomenclatura de Punta del Este. La calle Morosoli es una de tantas de las de Rincón del Indio: estrecha hasta el punto de hacerse íntima en la proximidad con los bosques y las casas de jardines apretados, hecha con un pedregullo trasegado hasta el cansancio y levemente poceada. Su particularidad, en cambio, viene del nombre que convoca y de una pequeña historia. La historia me la contó una vez una nieta de Morosoli... Cuando el escritor minuano fallece a fines de 1957 dejó, como se sabe, interrumpidas varias aspiraciones. Una de ellas era la continuación de Muchachos (1950). Las otras dos (u otras dos) estaban ligadas de forma directa con el mar. Una era visitar por fin Ticino, el cantón suizo del que sus padres eran originarios. Era un viaje hacia el mar que lo llevaría a sus propias raíces. La otra era vivir, o pasar bastante tiempo del año, cerca del mar, en una casa en La Floresta. De ahí que me guste tanto la ubicación de la calle Morosoli en Punta del Este.

(Y, bueno, ahora que estoy escribiendo todo esto, me doy cuenta de otra cosa... Más o menos por allí, en la misma orilla de la playa Brava, acontece un episodio de El increíble Springer que es bastante crucial.)

martes, 2 de junio de 2009

El increíble Springer


(Hace muchos, muchos veranos, empezaron a pasar cosas en el lugar donde yo había nacido. Un día junté esas cosas y a partir de allí comenzaron a suceder otras)

Quiero comunicar a todos mis amigos de tartatextual que esta tarde, hace tan sólo un par de horas, me fue notificado que gané el XVI Premio Nacional de Narrativa, Narradores de la Banda Oriental con mi libro de cuentos "El increíble Springer".
Estoy muy feliz y no tengo mucho para decir en estos momentos. Sólo que recuerdo y tengo presente a mi familia, a mis amigos, a toda la gente que en suma me alentó de una u otra manera, invariablemente. A todos un gran abrazo. Gracias, siempre.